Em uma carta aberta publicada em suas redes sociais, o ex-secretário de Estado do Meio Ambiente, Washington Rio Branco, fez duras críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, em relação à nomeação da esposa de Othelino Neto como suplente de sua vaga no Senado. Rio Branco alega que o arranjo privilegia a influência de Neto, suspeito de crimes de corrupção e até homicídios.
Na mensagem, Rio Branco afirma que Flávio Dino cometeu um “grande pecado” ao indicar Ana Paula Lobato como suplente, que assumiu definitivamente a titularidade da vaga deixada pela indicação de Dino ao STF, para o cargo, causando, segundo ele, “um grande desfavor à Nação Brasileira”. Para Washington, é inequívoco que o papel político é desempenhado pelo ex-presidente da Assembleia.
Além de criticar a nomeação, Washington Rio Branco também lamenta o fato de Othelino Neto ter sido apontado em investigações relacionadas a crimes, incluindo denúncias de corrupção e homicídios e tido vários processos arquivados. Rio Branco joga luz sobre as investigações, esperando que sejam retomadas e que os responsáveis sejam penalizados com o rigor da lei.
O ex-secretário recorda ainda o episódio de sua indicação de Othelino Neto para a Gerência de Qualidade de Vida durante o governo de Roseana Sarney (2002), bem como para o cargo de secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais no governo Zé Reinaldo. “Lamentável ver seu nome ventilado em supostos escândalos de corrupção e homicídios”, escreveu Rio Branco, expressando sua decepção com as consequências dessas nomeações.
O posicionamento de Washington Rio Branco surge em meio a uma série de questionamentos sobre a prática de nomeações políticas e seus impactos na governança pública.